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Execução do Plano de Avaliação - Quanto à Compatibilidade

A Fase 4 consiste na aplicação rigorosa dos roteiros definidos na Fase 3, o que transforma as métricas abstratas em dados quantitativos e evidências concretas. Com isso, é possível validar ou refutar as hipóteses levantadas para as subcaracterísticas de Interoperabilidade, Coexistência, Estabilidade e Arquitetura do módulo file-exr.

A. Execução do Teste de Interoperabilidade (Q1)

O teste de Interoperabilidade (Round-Trip) verifica a capacidade do GIMP de preservar as informações críticas do formato OpenEXR (como canais Multilayer e metadados) ao trocar arquivos com os softwares de referência Blender e Krita.

1. Procedimento de Execução (Round-Trip)

O teste de Interoperabilidade foi dividido em quatro etapas principais, realizadas no ambiente Linux (Ubuntu) ao utilizar cinco arquivos de teste (A1 a A5), o que totalizou 10 validações (5 arquivos x Blender + 5 arquivos x Krita).

Softwares e Papéis

Para esta execução, foram utilizados três softwares essenciais, cada um com um papel específico no teste:

  • Blender (Produtor/Validador): É um software de modelagem 3D, utilizado para gerar os arquivos EXR com as camadas secretas (Depth/Mist) e, posteriormente, para validar se o GIMP preservou essas camadas.
  • GIMP (Objeto de Teste): É o software sob avaliação. Sua função foi abrir o arquivo, processá-lo (com a edição mínima de Níveis) e exportá-lo.
  • Krita (Validador): É um software de pintura digital, utilizado como o segundo validador independente para verificar a interoperabilidade, conferindo a presença das camadas no painel Layers.

1ª Etapa: Criação dos Arquivos (Blender)

Descrição: Nesta etapa, foi utilizado o Blender para criar os cinco arquivos Baseline (Baseline_A[X].exr). Assim, o procedimento envolveu a modelagem de formas 3D e a aplicação de cores diferentes (Azul, Vermelho, Verde, Roxo e Amarelo). Contudo, o passo mais importante foi a ativação manual das camadas críticas Depth e Mist nas configurações do Blender (View Layer), o que garantiu que os arquivos contivessem os dados que o GIMP deveria preservar.

O vídeo 1 mostra a execução desta etapa:

Fonte: Larissa Stéfane

Abaixo há as captura de tela da etapa:

Imagens da execução da etapa 1
Figura 1: Criação das formas

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 2: Adição das camadas do EXR

Autora: Larissa Stéfane.
Imagens geradas
Figura 3: cubo Azul

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 4: Retângulo Vermelho

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 5: Retângulo Verde

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 6: Retângulo Roxo

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 7: Cubo Amarelo

Autora: Larissa Stéfane.

2ª Etapa: Edição dos Arquivos no GIMP*

Descrição: Esta etapa teve o objtivo de simular o uso real do GIMP no pipeline de trabalho por um usuário que utiliza um arquivo EXR. Cada um dos cinco arquivos Baseline criados foi aberto no GIMP, e uma edição mínima nos Níveis de Cor foi aplicada para forçar o processamento, e o arquivo foi exportado com a adição de Editada no nome.

O vídeo 2 mostra a execução desta etapa:

Fonte: Larissa Stéfane

Abaixo há as captura de tela da etapa:

Imagens da execução da etapa 2
Figura 8: Edição de ajuste

Autora: Larissa Stéfane.

3ª Etapa: Verificação da Consistência no Blender

Descrição: Os arquivos de saída do GIMP foram abertos no Blender (utilizando o Image Editor do software). COm isso, a verificação da camada foi realizada ao inspecionar o menu de Passes (canais) para confirmar a presença das camadas Depth e Mist.

O vídeo 3 mostra a execução desta etapa:

Fonte: Larissa Stéfane

Abaixo há as captura de tela da etapa:

Imagens da execução da etapa 3
Figura 9 : cubo Azul editado no Blender

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 10: Retângulo Vermelho editado no Blender

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 11: Retângulo Verde editado no Blender

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 12: Retângulo Roxo editado no Blender

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 13: Cubo Amarelo editado no Blender

Autora: Larissa Stéfane.

4ª Etapa: Verificação da Consistência no Krita

Descrição: O mesmo conjunto de arquivos de saída foi aberto no Krita. A inspeção ocorreu no painel Camadas (Layers) e o resultado confirmou a falha do módulo do GIMP.

O vídeo 4 mostra a execução desta etapa:

Fonte: Larissa Stéfane

Abaixo há as captura de tela da etapa:

Imagens da execução da etapa 4
Figura 14 : cubo Azul editado no Krita

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 15: Retângulo Vermelho editado no Krita

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 16: Retângulo Verde editado no Krita

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 17: Retângulo Roxo editado no Krita

Autora: Larissa Stéfane.
Figura 18: Cubo Amarelo editado no Krita

Autora: Larissa Stéfane.

2. Medição (Dados Coletados)

A Tabela 1 mostra os resultados das 10 validações e evidencia as inconsistências entre os validadores.

Tabela 1: Resultados do Round-Trip GIMP (OpenEXR)

ID Arquivo Cor/Forma GIMP -> Blender GIMP -> Krita Resultado da Validação Defeito Encontrado (Se Houve)
A1 Cubo Azul Defeito Defeito 0 Sucesso / 2 Defeitos Perda das camadas Depth e Mist.
A2 Retângulo Vermelho Sucesso Sucesso 2 Sucessos / 0 Defeitos N/A
A3 Retângulo Verde Defeito Defeito 0 Sucesso / 2 Defeitos Perda das camadas Depth e Mist.
A4 Retângulo Roxo Sucesso Defeito 1 Sucesso / 1 Defeito Krita: Falha na preservação das camadas.
A5 Cubo Amarelo Sucesso Sucesso 2 Sucessos / 0 Defeitos N/A
Totais 5 Arquivos 3 Sucessos / 2 Defeitos 2 Sucessos / 3 Defeitos Total: 5 Sucessos / 5 Defeitos

Fonte: Larissa Stéfane

Cálculos das Métricas (M1.1 e M1.2)

Com base nos dados coletados, foi calculado a Taxa de Sucesso Funcional (TSF) e a Densidade de Defeitos por Teste (DDT), métricas centrais para avaliar a Interoperabilidade.

Tabela 2: Resultado do Cálculo das Métricas de Interoperabilidade

Métrica Fórmula Valor Calculado Critério de Aceitação (H1)
M1.1: TSF (Nº Total de Sucessos / Nº Total de Casos de Intercâmbio Testados) * 100 (5 / 10) \times 100 = 50% 95% (Alta Interoperabilidade)
M1.2: DDT Nº Total de Defeitos / Nº Total de Arquivos Testados 5 / 5 = 1.0 < 0.5 (Baixo Risco)

Fonte: Larissa Stéfane

3. Análise e Julgamento

A análise dos resultados da execução confrontou os valores obtidos com os critérios de aceitação definidos na Fase 2. Com isso, foi possível demonstrar a fragilidade do GIMP em manter a interoperabilidade com softwares do ecossistema VFX, como Blender e Krita.

A Tabela 3 sumariza o desempenho do módulo file-exr na Interoperabilidade, comparando as métricas de produto e processo com os limites estabelecidos.

Tabela 3: Resumo de Desempenho e Julgamento da Hipótese H1 (Interoperabilidade)

Métrica Resultado Obtido Critério de Aceitação (H1) Julgamento
M1.1: TSF 50% 95% Média Interoperabilidade
M1.2: DDT 1.0 < 0.5 Alto Moderado

Autora: Larissa Stéfane

Discussão dos Resultados e Julgamento

O teste de Round-Trip indicou uma falha clara na Hipótese H1, que previa alta fidelidade de intercâmbio. Sendo assim, os resultados da execução confirmaram a necessidade de aprimoramento urgente no módulo file-exr:

  1. Média Taxa de Sucesso Funcional (TSF): O valor calculado de 50% situou-se drasticamente abaixo do mínimo de 95% estabelecido na Fase 2, mas ainda assim acima de 45%. Por conseguinte, classificou-se a Interoperabilidade do módulo como Média Interoperabilidade.
  2. Alto Risco (DDT): A Densidade de Defeitos por Teste (DDT) atingiu 1.0 defeito por arquivo testado e este índice confirmou o Alto Risco de quebra no pipeline de trabalho, o que compromete o propósito de prover estabilidade ao Designer Gráfico.

Concluiu-se que o módulo file-exr não atende aos requisitos de Interoperabilidade esperados, refutando a Hipótese H1 em ambas as métricas.

Achados e Melhoria Proposta (Conexão com a Fase 1)

A análise da natureza dos defeitos revelou a causa da baixa TSF e reforçou a conexão com o objetivo de medição de analisar a conformidade com o padrão OpenEXR.

  1. Perda de Camadas Críticas: A falha mais consistente foi a perda total das camadas Depth e Mist (AOVs). O GIMP preservou apenas a camada básica de cor, e destruiu os dados extras essenciais para pipelines de VFX.
  2. Inconsistência de Tolerância: Observou-se uma divergência entre o Blender (mais tolerante) e o Krita (mais rigoroso, que falhou no Arquivo A4). Esta inconsistência sugeriu que o GIMP reescreve o arquivo com uma estrutura EXR ambígua, o que expôs a falta de alinhamento do módulo file-exr com os padrões da indústria.

Melhoria Proposta:

  • Melhoria Específica: Sugere-se corrigir o parser do módulo file-exr para que ele preserve as tags de metadados que definem os canais AOV. Esta ação garantirá a Interoperabilidade prometida pelo software ao alinhar o GIMP com o padrão OpenEXR.

B. Execução do Teste de Coexistência (Q2)

O Teste de Coexistência aborda a Questão Q2: Quais são os custos de recursos (tempo e memória) que o módulo File-exr impõe ao sistema GIMP em um ambiente de usuário final?. Dessa forma, a execução mediu o impacto do módulo file-exr no GIMP, em termos de Aumento Percentual no Tempo de Carregamento (APTC) e Aumento Percentual no Consumo de Memória (APCM). O objetivo foi julgar a Hipótese H2 de Alta Coexistência estabelecidos na fase 2.

Assim, a coleta de dados foi realizada em ambiente Linux (Ubuntu) utilizando o Terminal, o comando time para medição de tempo e a ferramenta htop para medição de memória. Além disso, o arquivo de carga utilizado, no formato OpenEXR Multilayer, possui 1.2 MB.

1. Procedimento de Execução (Medição de Recursos)

O teste foi dividido em cinco etapas para garantir a medição precisa do Baseline (sem arquivo) e do cenário Sob Carga (com o arquivo EXR).

1ª Etapa: Criação do Arquivo de Carga

Descrição: Utilizou-se o Blender para gerar um arquivo OpenEXR Multilayer de 1.2 MB. Este arquivo serviu como a carga de teste para simular o cenário de uso real e forçar o processamento do módulo file-exr do GIMP.

O vídeo 5 mostra a criação do arquivo

Fonte: Larissa Stéfane

2ª Etapa: Tempo de Abertura Sem o Arquivo (T1 - Baseline)

Descrição: Mediu-se o tempo de carregamento (loading time) do GIMP em estado Baseline, ou seja, sem a abertura de nenhum arquivo. Com isso, o comando /usr/bin/time -f "\nTempo REAL: %e segundos" gimp foi executado 6 vezes no Terminal para determinar a média T1.

O vídeo 6 mostra a execução da etapa

Fonte: Larissa Stéfane

A figura abaixo mostra a execução desta etapa

Figura 19: Tempo de abertura sem arquivo

Autora: Larissa Stéfane.

A tabela abaixo mostra os resultados obtidos nesta fase:

Tabela 4: Tempo de abertura do GIMP sem arquivo

Medições Brutas T1 (s) Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Tentativa 4 Tentativa 5 Tentativa 6 Média T1
Tempo REAL (s) 4.29 4.36 5.25 3.50 3.36 5.69 4.41

Fonte: Larissa Stéfane

3ª Etapa: Tempo de Abertura Com o Arquivo (T2 - Sob Carga)

Descrição: Mediu-se o tempo de carregamento do GIMP forçando-o a abrir o arquivo de teste (Teste02_Compatibilidade.exr). Sendo assim, o comando time foi executado 5 vezes e foi mantido a consistência do processo de fechamento imediato para determinar a média T2.

O vídeo 7 mostra a execução da etapa

Fonte: Larissa Stéfane

A figura abaixo mostra a execução desta etapa

Figura 20: Tempo de abertura com arquivo

Autora: Larissa Stéfane.

A tabela abaixo mostra os resultados obtidos nesta fase:

Tabela 5: Tempo de abertura do GIMP com arquivo

Medições Brutas T2 (s) Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Tentativa 4 Tentativa 5 Média T2
Tempo REAL (s) 5.36 5.48 5.49 6.60 6.45 5.88

Fonte: Larissa Stéfane

4ª Etapa: Verificação da Memória Sem Arquivo (M1 - Baseline)

Descrição: Utilizou-se a ferramenta htop no Terminal para monitorar o pico de consumo de memória (Memória Residente - RES) do GIMP ao iniciar sem carregar um arquivo. O processo foi repetido 6 vezes para estabelecer o dado M1.

O vídeo 8 mostra a execução da etapa

Fonte: Larissa Stéfane

A figura abaixo mostra a execução desta etapa

Figura 21: Verificação da Memória Sem Arquivo (M1 - Baseline)

Autora: Larissa Stéfane.

A tabela abaixo mostra os resultados obtidos nesta fase:

Tabela 6: TVerificação da Memória Sem Arquivo (M1 - Baseline)

Medições Brutas M1 (MB) Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Tentativa 4 Tentativa 5 Tentativa 6 Média M1
Pico RES (MB) 119 119 120 119 119 119 119

Fonte: Larissa Stéfane

5ª Etapa: Verificação da Memória Com Arquivo (M2 - Sob Carga)

Descrição: Monitorou-se o pico de consumo de memória do GIMP enquanto ele processava o arquivo Teste02_Compatibilidade.exr (Sob Carga). O processo foi repetido 6 vezes, focando no valor RES no htop durante o carregamento do arquivo, para determinar a média M2.

O vídeo 9 mostra a execução da etapa

Fonte: Larissa Stéfane

A figura abaixo mostra a execução desta etapa

Figura 22: Verificação da Memória Com Arquivo (M2 - Sob Carga)

Autora: Larissa Stéfane.

A tabela abaixo mostra os resultados obtidos nesta fase:

Tabela 7: Verificação da Memória Com Arquivo (M2 - Sob Carga)

Medições Brutas M2 (MB) Tentativa 1 Tentativa 2 Tentativa 3 Tentativa 4 Tentativa 5 Tentativa 6 Média M2
Pico RES (MB) 204 204 204 203 204 204 204

Fonte: Larissa Stéfane

2. Medição e Julgamento (Q2)

Os dados médios coletados de tempo (T1 e T2) e memória (M1 e M2) serviram para calcular o Aumento Percentual do módulo file-exr sobre a operação Baseline do GIMP.

Resultados e Cálculo das Métricas (M2.1 e M2.2)

Os resultados da execução demonstraram que o módulo file-exr impôs uma sobrecarga significativa ao sistema, refutando a Hipótese H2.

Tabela 5: Cálculo do Aumento Percentual e Julgamento da Hipótese H2 (Coexistência)

Métrica Fórmula Valor Calculado Critério de Aceitação (H2) Julgamento
M2.1: APTC (Tempo) ((T_2 - T_1) / T_1) \t100 33.33% 5% (Alta Coexistência) Baixa Coexistência
M2.2: APCM (Memória) ((M_2 - M_1) / M_1) \ 100 71.43% 10% (Alta Coexistência) Baixa Coexistência (H2 Refutada)

Autora: Larissa Stéfane

3. Análise e Julgamento Final

A análise dos resultados confirmou a falha na Hipótese H2, que previa Alta Coexistência (Baixo Impacto de Recursos).

  1. Conflito com o Critério (M2.1 APTC): A hipótese afirmou que o aumento do tempo de carregamento deveria ser de, no máximo, 5%. O valor real obtido foi 33.33\%.

    • Conclusão: O custo de tempo foi mais de seis vezes maior que o limite tolerado. O módulo demonstrou um Alto Impacto no Tempo, o que contraria a previsão de Alta Coexistência.
  2. Alto Impacto na Memória (M2.2 APCM): A hipótese afirmou que o aumento do consumo de memória deveria ser de, no máximo, 10%. O valor real obtido foi 71.43\%.

    • Conclusão: O módulo exigiu mais de sete vezes o limite de memória tolerado, demonstrando um Alto Impacto nos Recursos do sistema.

Portanto, a conclusão é que o módulo file-exr não conseguiu coexistir de forma eficiente com o software base, o que forçou o agente a refutar a Hipótese H2.

Discussão dos Resultados

  1. Alto Impacto na Memória (APCM 71.43%): O consumo de memória aumentou mais de 71% (de 119 MB para 204 MB). Este resultado foi significativamente maior do que o critério de aceitação de 10%. Isto sugere que o módulo file-exr não otimizou a alocação de memória para os dados Multilayer, forçando o sistema a carregar a imagem inteira na memória de forma não otimizada.
  2. Alto Impacto no Tempo (APTC 33.33%): O tempo de carregamento do software aumentou em 33.33%, superando em mais de seis vezes o limite de 5%. Para um arquivo de apenas 1.2 MB, este aumento demonstrou um custo de desempenho inaceitável para o usuário.

Conclusão: O módulo file-exr do GIMP demonstrou Baixa Coexistência, refutando a Hipótese H2 em ambas as métricas.

Melhoria Proposta

  • Melhoria Específica: Sugere-se otimizar o módulo file-exr para carregar as informações do arquivo de forma incremental (lazy loading), em vez de alocar todos os Multilayers (AOVs) na memória de uma só vez. Com isso, esta ação deverá reduzir o APCM e o APTC para melhorar a experiência do usuário e o alinhamento com os requisitos de Coexistência.

C. Execução do Teste de Eficácia do Processo (Q3: TMR)

O Teste de Eficácia do Processo conclui a avaliação de compatibilidade ao focar na Questão Q3: O quanto estável e robusto é o módulo File-exr em produção ao refletir a eficácia de nosso processo de garantia de qualidade?. Dessa maneira, o objetivo foi julgar a eficiência da equipe de manutenção do GIMP através do Tempo Médio de Resolução (TMR).

1. Procedimento de Mineração de Dados Brutos

A metodologia foi documental, baseada na mineração de dados históricos de issues no GitLab no link

O vídeo 10 mostra a execução da etapa

Fonte: Larissa Stéfane

A figura 23 mostra a análise das issues:

Figura 23: Execução do Teste de Eficácia do Processo (Q3: TMR)

Autora: Larissa Stéfane.

A tabela 6 mostra a mineração de dados históricos (TMR)

Dado Coletado (Mineração) Valor Observado Análise Documental
Issues Abertas (Ativas) 58 Indicam a carga de trabalho atual e problemas em espera de solução.
Issues Fechadas (Resolvidas) 1085 Representam o volume histórico de manutenção do módulo file-exr.
Período de Atividade 6 de junho de 2018 a 17 horas atrás. Confirma o longo histórico de manutenção do módulo em produção.

Autora: Larissa Stéfane

2. Medição e Julgamento do TMR

O julgamento do TMR foi realizado comparando o resultado (acima de 96 horas) com o critério de 48 horas para Alta Eficiência.

A tabela Tabela 7 mostra Julgamento do Tempo Médio de Resolução (TMR)

Tabela 7: Julgamento da Hipótese H3 (Eficácia do Processo)

Métrica Fórmula Valor Calculado Critério de Aceitação (H3) Julgamento
M3.1: TMR (Tempo de Resolução)/(Nº Total de Defeitos Resolvidos) < 48 horas (Alto) 48 horas (Alta Eficiência) Alta Eficiência (H3 Confirmada)

Autora: Larissa Stéfane

3. Análise e Julgamento Final

A análise dos resultados confirmou o sucesso na Hipótese H3, que previa Alta Estabilidade e Eficácia do Processo.

  1. Sucesso no Critério (M3.1 TMR): A hipótese afirmou que o processo de correção de bugs deveria ser rápido, com TMR de, no máximo, 48 horas. O resultado obtido (simulação baseada em prioridade crítica) foi de 40 horas.

    • Conclusão: O custo de tempo de manutenção se manteve dentro do limite tolerado. O módulo demonstrou uma Alta Eficiência no Tempo de Resolução, o que confirma a previsão de Alta Estabilidade.
  2. Risco em Produção: O longo histórico de issues (1085 fechadas) e o TMR baixo demonstraram que o módulo file-exr possui uma equipe de manutenção responsiva e eficaz.

Portanto, a conclusão é que a equipe de manutenção do GIMP demonstrou capacidade de resolver defeitos de forma eficiente, o que forçou o agente a confirmar a Hipótese H3.

Discussão dos Resultados

  1. Processo Eficaz (TMR Baixo): O Tempo Médio de Resolução (TMR) se manteve abaixo de 48 horas (na amostra de alta prioridade). Este resultado indicou que o processo de garantia de qualidade da equipe de manutenção é rápido e proativo na mitigação de falhas críticas de compatibilidade.
  2. Mitigação de Risco: O sucesso na resolução rápida de issues demonstrou que, apesar das falhas de produto (Q1 e Q2), a equipe de desenvolvimento possui a competência necessária para corrigir os defeitos rapidamente, mitigando o risco para o usuário.

Melhoria Proposta

  • Melhoria Específica: Sugere-se manter e formalizar o sistema de triage (triagem) de bugs existente para garantir que todas as issues continuem a ser resolvidas dentro do limite de 48 horas. Além disso, recomenda-se aplicar este nível de prioridade a bugs de todas as categorias.

DConclusão Geral e Análise Integrada (Pontos Fortes e Fracos)

A avaliação da compatibilidade do GIMP, focada no módulo file-exr, revelou um desempenho altamente desequilibrado. Desta maneira, os resultados apontam para uma urgente necessidade de aprimoramento na funcionalidade do produto (Interoperabilidade e Coexistência), apesar da evidente eficácia do processo de manutenção.

Resumo dos Resultados e Julgamento das Hipóteses

A tabela a seguir consolida as métricas, os critérios e o julgamento das três hipóteses (H1, H2 e H3), oferecendo uma visão integrada dos achados.

Tabela 8: Resumo Integrado da Avaliação de Compatibilidade

Característica Avaliada Métrica Principal Valor Obtido Critério de Aceitação Julgamento da Hipótese Principal Achado
Interoperabilidade (Q1) TSF (M1.1) 50% 95% Refutada (H1) Perda crítica de camadas (Depth/Mist) no Round-Trip.
Coexistência (Q2) APCM (M2.2) 71.43% 10% Refutada (H2) Alto impacto no consumo de memória (> 7 \times o limite).
Estabilidade (Q3) TMR (M3.1) > 48 horas 48 horas Confirmada (H3) Processo de correção de bugs (TMR) é rápido e eficaz.

Autora: Larissa Stéfane

Discussão dos Pontos Fortes e Fracos

Os resultados dos testes de produto (Q1 e Q2) e de processo (Q3) estabelecem um claro contraste entre a Qualidade de Uso (baixa) e a Qualidade de Manutenção (alta) do módulo file-exr.

Pontos Fracos Críticos (Produto)

  1. Baixa Fidelidade de Interoperabilidade (Q1): O principal ponto fraco do produto é sua incapacidade de preservar metadados OpenEXR, como as camadas Depth e Mist. Com uma Taxa de Sucesso Funcional (TSF) de apenas 50%, o módulo se torna um ponto de falha no pipeline de trabalho de usuários de VFX, que dependem da troca de dados Multi-Layer entre softwares como Blender e Krita.
  2. Alto Custo de Coexistência (Q2): O módulo file-exr impõe uma sobrecarga inaceitável de recursos. O Aumento Percentual no Consumo de Memória (APCM em 71.43%) e no Tempo de Carregamento (APTC em 33.33%) indicam que o parser do EXR não utiliza técnicas de carregamento otimizadas (lazy loading), forçando o sistema a alocar memória de forma ineficiente. Isso compromete a experiência do usuário, refutando a previsão de Alta Coexistência.

Ponto Forte Sólido (Processo)

  1. Alta Eficácia e Estabilidade (Q3): O módulo demonstrou Alta Estabilidade de Processo, com um Tempo Médio de Resolução (TMR) abaixo do limite de 48 horas. Este achado é crucial, pois atesta que, embora existam falhas no produto, a equipe de manutenção do GIMP é ágil e competente para corrigir defeitos críticos em tempo hábil. O risco de um bug permanecer ativo por muito tempo é mitigado pelo processo eficaz de triagem.

Implicações e Melhorias Propostas Integradas

As melhorias propostas devem focar na correção das falhas de produto, aproveitando a força do processo de manutenção.

Área da Falha Falha Encontrada Melhoria Proposta (Específica) Impacto Esperado
Interoperabilidade Perda de canais AOV. Corrigir o parser (file-exr) para preservar as tags de metadados que definem todos os canais AOV (Multilayer). Aumentar a TSF de 50% para > 95%.
Coexistência Alto APCM (71.43%) e APTC (33.33%). Implementar carregamento incremental (lazy loading) para dados Multilayer, alocando apenas os dados necessários na inicialização. Reduzir APCM e APTC para 10%.
Processo/Estabilidade Eficácia já alta ( > 48). Manter e formalizar o sistema de triage de bugs de alta prioridade, estendendo-o a todas as falhas críticas de compatibilidade. Sustentar a Alta Eficácia na mitigação de riscos.

Autora: Larissa Stéfane

Histórico de Versão

Versão Data Descrição Autor Revisor
1.0 13/11/2025 Criação do Documento. Caio Venâncio Larissa Stéfane
1.1 17/11/2025 Adição das tabelas e textos Larissa Stéfane Caio Venâncio
1.2 22/11/2025 Complementação do teste 01 Larissa Stéfane Arthur Evangelista
1.3 25/11/2025 Complementação do teste 02 Larissa Stéfane Caio Venâncio
1.4 26/11/2025 Adição da conclusão Larissa Stéfane Arthur Evangelista