Plano de Avaliação - Quanto à Compatibilidade¶
O processo de medição para a característica de Compatibilidade, com base na, Fase2, exige a definição precisa de recursos e de procedimentos para garantir que a execução na Fase 4 seja fiel aos objetivos estabelecidos no GQM.
Dessa forma, a avaliação concentra-se em duas subcaracterísticas principais: a Interoperabilidade, que trata da troca de dados com outros softwares do ecossistema de design (como Blender e Krita), e a Coexistência, que mede o impacto do módulo file-exr no desempenho do GIMP.
Dessa forma, o planejamento a seguir detalha o ambiente de teste, os instrumentos de medição e o passo a passo de coleta para as oito métricas.
Métricas a Serem Implementadas¶
A Tabela 1 apresenta as quatro questões operacionais (Q) e as métricas (M) que serão implementadas, com base na Fase2. Assim, estas métricas buscam traduzir o conceito de Compatibilidade em dados quantificáveis.
Tabela 1: Métricas de Compatibilidade (GQM)
| Questão (Q) | Foco Principal (Subcaracterística) | Métricas a Coletar |
|---|---|---|
| Q1. Qual o grau de fidelidade e confiança do GIMP na troca de dados com o ecossistema externo? | Interoperabilidade | M1.1: Taxa de Sucesso Funcional (TSF) e M1.2: Densidade de Defeitos por Teste (DDT). |
| Q2. Quais são os custos de recursos (tempo e memória) que o módulo File-exr impõe? | Coexistência | M2.1: Aumento Percentual no Tempo de Carregamento (APTC) e M2.2: Aumento Percentual no Consumo de Memória (APCM). |
| Q3. O quanto estável e robusto é o módulo File-exr em produção? | Estabilidade em Produção (Processo) | M3.1: Tempo Médio de Resolução (TMR). |
Autora: Larissa Stéfane
Ferramentas e Métodos de Coleta¶
A medição das subcaracterísticas de Interoperabilidade e Coexistência exige a utilização de um conjunto de ferramentas que garantem a objetividade e a precisão na coleta de dados. Dessa forma, as métricas de produto (TSF, APTC, CCM) e de processo (DDT, TMR) serão quantificadas através de testes de execução, monitoramento de sistema e análise estática do código-fonte.
Com isso, a Tabela 2 sintetiza o fluxo entre as métricas, suas respectivas fontes de dados (origem do dado) e os instrumentos de medição (ferramentas) que serão utilizados na Fase 4, assegurando a rastreabilidade do processo.
Tabela 2: Relação entre Métrica, Fonte de Dados e Instrumento de Medição
| Métrica | Fonte de Dados | Instrumento de Medição (Ferramenta) |
|---|---|---|
| M1.1 (TSF), M1.2 (DDT) | Execução do Round-Trip (GIMP ↔ Blender/Krita) | Planilha de Testes, Logs de Erro, Observação Manual. |
| M2.1 (APTC), M2.2 (APCM) | Processo GIMP em tempo de execução | time (Linux), Gerenciador de memória, Cronômetro. |
| M3.1 (TMR) | Dados históricos do Repositório (Issues) | GitLab Filters, Planilha de Coleta, Busca Documental. |
Autora: Larissa Stéfane
Ambiente de teste¶
Para simular o fluxo de trabalho de um Designer Gráfico ou Artista VFX, o ambiente de teste deve ser multiplataforma e refletir a diversidade de sistemas utilizados por esses profissionais. Com isso, a configuração de dois sistemas operacionais e o uso de softwares de referência são cruciais para validar a interoperabilidade do formato OpenEXR (.exr).
Sendo assim, o ambiente de teste será composto por:
Tabela 3: Ambientes de testes
| Recurso | Detalhe | Justificativa e Finalidade |
|---|---|---|
| Sistema Operacional 1 | Distribuição Linux (Ex: Ubuntu 22.04 LTS). | Base principal para os testes de Coexistência (Q2) e Interoperabilidade (Q1). A escolha do Linux facilita a utilização de comandos de medição precisos, como time e htop, essenciais para métricas de desempenho. |
| Software em Avaliação | GIMP 3.0.4 e seu módulo file-exr. |
O objeto principal de medição. |
| Software de Referência 1 | Blender (Versão 3.x ou superior). | Atua como produtor e consumidor de arquivos .exr de alta qualidade (HDR, Multilayer) para testar o Round-Trip (Q1), simulando o cenário de um pipeline de renderização 3D. |
| Software de Referência 2 | Krita (Versão 5.x ou superior). | Atua como segundo validador independente para garantir a fidelidade do arquivo gerado pelo GIMP, aumentando a confiabilidade dos resultados de Interoperabilidade (Q1). |
| Arquivos de Teste | Um conjunto de 5 arquivos .exr com metadados e compressões distintas, além de um arquivo de 100MB (para estresse no Q2). |
Massa de dados utilizada para a execução da Fase 4. |
Autora: Larissa Stéfane
Instrumentos de medição¶
Os instrumentos de medição são responsáveis por coletar os dados brutos de forma objetiva. Sendo assim, a combinação de ferramentas de monitoramento de sistema com análise estática de código e documental garante uma visão completa da Compatibilidade.
Tabela 4: AInstrumentos de medição
| Métrica(s) | Instrumento de Medição (Ferramenta) | Onde Encontrar / Uso |
|---|---|---|
| M1.1 (TSF) / M1.2 (DDT) | Planilha de Testes, Observação Manual e Logs de Erro. | Registro de sucesso, falha e tipo de defeito encontrado em cada uma das 10 validações do round-trip (Q1). |
| M2.1 (APTC) / M2.2 (APCM) | Cronômetro nativo do SO (ou comando time no Linux) e Monitor de Recursos do SO (Gerenciador de Tarefas top/htop no Linux). |
Medição precisa do tempo de carregamento e pico de consumo de RAM do processo GIMP antes e durante a abertura de um .exr (Q2). |
| M3.1 (DDPL) / M3.2 (TMR) | Repositório GitLab do GIMP (Seção Issues) e Filtros de Busca. | Coleta de dados de issues públicas para obter o número de defeitos e calcular o tempo de resolução médio (Q3). |
| Todos (Evidência) | Software de Gravação de Tela (com auxilio do TEAMS). | Produzir as evidências em vídeo da execução dos testes na Fase 4. |
Autora: Larissa Stéfane
Passo a Passo de Coleta¶
O passo a passo detalha o roteiro que será seguido na Fase 4. Sendo assim, a execução deste roteiro deve ser gravada em vídeo para atender ao requisito de evidência.
A. Roteiro de Teste de Interoperabilidade (Q1: TSF e DDT)¶
O teste simula o Round-Trip de um arquivo entre os softwares do ecossistema gráfico.
- Criação da Amostra (Baseline): Utilizar o Blender para gerar 5 arquivos
.exrde alta qualidade o que garante que contenham metadados e Multilayers (AOVs). Salvar os 5 arquivos como Baseline. - Importação no GIMP: Abrir os 5 arquivos Baseline no GIMP 3.0.4. Registrar se a abertura é bem-sucedida.
- Modificação e Exportação (GIMP -> Terceiro): Realizar uma alteração mínima no GIMP (ex: ajuste de níveis de cor) e, em seguida, exportar os 5 arquivos modificados.
- Validação 1 (Blender): Tentar abrir cada um dos 5 arquivos exportados pelo GIMP de volta no Blender.
- Validação 2 (Krita): Tentar abrir os mesmos 5 arquivos no Krita.
- Medição e Classificação: Registrar o Sucesso ou Defeito (e.g., crash, perda de metadado, canal corrompido) para cada uma das 10 validações (5 arquivos x 2 softwares). Com isso, será possível calcular a TSF e o DDT.
B. Roteiro de Teste de Coexistência (Q2: APTC e APCM)¶
O teste avalia a sobrecarga do módulo file-exr no sistema em relação à inicialização e uso de recursos, garantindo a Coexistência.
- Preparo: Fechar todas as aplicações desnecessárias para garantir a precisão da medição.
- Medição de Baseline (T1 e M1): Iniciar o GIMP no Sistema Operacional 1 (ex: Linux) sem abrir nenhum arquivo. Medir e registrar o Tempo de Carregamento (T1) e o Pico de Consumo de RAM (M1). Repetir 3 vezes e calcular a média.
- Medição com Módulo Ativo (T2 e M2): Fechar o GIMP e reiniciar a aplicação, mas desta vez abrindo imediatamente o arquivo
.exrde 1.2 MB.- Medir o Tempo de Carregamento (T2) (até o arquivo ser exibido).
- Registrar o Pico de Consumo de RAM (M2). Repetir 3 vezes e calcular a média.
- Cálculo: Aplicar as fórmulas APTC e APCM com os valores médios registrados para determinar a sobrecarga.
C. Roteiro de Teste de Eficácia do Processo (Q3: TMR)¶
O teste avalia a eficácia do processo de garantia de qualidade e de manutenção, focando na Métrica 3.1: Tempo Médio de Resolução (TMR), conforme definido na Fase 2. O objetivo é julgar se a correção de bugs de compatibilidade é rápida (TMR < 48 horas) ou lenta (TMR > 96 horas).
- Preparo: Fechar todas as aplicações desnecessárias para iniciar a mineração de dados históricos.
- Medição de Issues Fechadas (TMR): A medição será realizada no GitLab do GIMP ao focar no repositório do projeto.
- Registro de Issues Abertas (Contexto): Registrar o número total de issues Abertas relacionadas a
exrpara fornecer contexto sobre a carga de trabalho atual da equipe. - Julgamento: Comparar o TMR Calculado com o critério de 48 horas para determinar se a Hipótese H3 foi confirmada (Alta Eficiência) ou refutada (Baixa Eficiência).
Localização dos Dados de Avaliação¶
A definição da estrutura de pastas para os dados é um requisito obrigatório e garante a rastreabilidade do projeto.
A rastreabilidade e a transparência são princípios fundamentais na engenharia de software e, por isso, a definição da estrutura de armazenamento dos dados coletados é essencial. O objetivo é garantir que os resultados da Fase 4 sejam auditáveis e que a execução dos testes possa ser replicada por terceiros.
Dessa forma, a documentação final da avaliação será apresentada no arquivo Fase 4 - Compatibilidade. O acesso a esta documentação permitirá a análise dos seguintes componentes de evidência, que foram separados de acordo com sua natureza (dados brutos, evidências visuais e relatórios de análise estática):
| Conteúdo Principal | Finalidade |
|---|---|
| Planilhas de resultados brutos (TSF, DDT, APTC, APCM) e dados de processo (DDPL, TMR, CCM). | Armazenamento de todas as métricas calculadas na Fase 4. |
| Arquivos de vídeo (obrigatórios) dos testes de Round-Trip (Q1) e Coexistência (Q2). | Prova visual da execução dos testes (requisitado pela professora). |
Os 5 arquivos .exr de input e output (baseline e modificados pelo GIMP). |
Prova da massa de dados usada no teste de Interoperabilidade (Q1). |
Histórico de Versão¶
| Versão | Data | Descrição | Autor | Revisor |
|---|---|---|---|---|
| 1.0 | 13/11/2025 | Criação do Documento. | Caio Venâncio | Larissa Stéfane |
| 1.1 | 17/11/2025 | Adição das tabelas e textos | Larissa Stéfane | Caio Venâncio |
| 1.2 | 25/11/2025 | Reestruturação | Larissa Stéfane | Arthur Evangelista |